24 de junho de 2017

Alma hippie...


Aqueles 6 ou 7 meses a viver numa roullote num parque de campismo, foram dos mais felizes da minha vida e hoje ao recordar com o marido, acontecimentos e pessoas dessa época, ocorreu-me que é por isso que me apetece tanto ser nómada…

Tínhamos ambos 21 anos, o “sangue na guelra” como dizia o meu saudoso pai e um mundo inteiro para conquistar. Ele vindo das ilhas, mas já com um rol imenso de histórias vividas. Eu, criada na província com toda a liberdade própria desses locais e a cabeça cheia de sonhos. Apaixonados. Ele, mesmo sem canudos, a subir a pulso num organismo público (onde ainda se encontra passados 30 anos). Eu a conquistar também o meu espaço no mercado de trabalho. Ele, à época, guarda do referido parque. Eu, um pouco mais longe a fazer o curso para guardas da psp. Sem medos e com toda a naturalidade típica da nossa geração, arriscámos num crédito para comprar aquela que iria ser a nossa morada nos meses seguintes. Na bagagem levámos pouca coisa. Também não tínhamos muito. Tínhamo-nos um ao outro e era quanto bastava.

Do parque de campismo fizemos a nossa casa e no nosso pequeno mundo couberam todos aqueles que por ali passaram e deixaram marcas na nossa memória e no nosso coração. Uns só de passagem, outros por uma temporada quase tão longa quanto a nossa. Partilharam-se refeições, histórias, momentos em frente à nossa pequena tv a preto e branco. Música. Acordes de viola. Lições de música. Ainda há quem se lembre das nossas lutas corpo-a-corpo. Ele o judoca que era e eu a aplicar o que aprendia com ele e nas aulas do curso.

Foi ali, na roullote, que ele soube que ia ser pai. E foi tempo de começar a procurar uma casa a sério…

Devem ser estes peixinhos que tenho no ascendente que me dão este meu lado hippie e alma de cigana. E esta vontade de pegar no marido e pormo-nos ao caminho…

Um dia ainda vou. Ai se vou!
Mas desta vez quero uma autocaravana! O que achas marido? ;)


                                                                                         Foto : Pinterest

17 de junho de 2017

A beleza na decoração para casamentos...


Para quem segue o meu blogue, já deve ter percebido como gosto de decoração, em especial quando se utilizam elementos vintage. Eu mesma tenho como hobbies, recuperar peças de mobiliário e objectos antigos.  

Hoje, nada mais apropriado para uma Vénus no signo de Touro, do que apresentar-vos algumas fotografias de decoração para festas de casamento e mais ainda, quando o tema do dia no local onde me encontro é precisamente o campestre.



E agora o AMOR em tons mais sensuais!...


Sempre com apontamentos rústicos a marcarem presença, elementos com alma, histórias para contar… 






Haja alegria para viver estes momentos, únicos na vida de quem acaba de dizer o SIM e trocar votos de amor e fidelidade, até que Deus e os homens queiram…



Decoração: salão de casamentos "Quinta das Acácias" em Rio Maior
(para quem não conhece, é um local muito agradável, com serviço de qualidade e espaço verde envolvente, tornando-o assim um local de eleição para eventos)

                                

2 de junho de 2017

Saturno


E eu a dar-lhe com o nosso amigo Chaturno!

Pudera! É a pedra no meu sapato... Nasci com ele mesmo juntinho ao ascendente. Penso que me torna um pouco mais sisuda (às vezes toda eu me sinto sorrisos e vêm-me com esta: - Estás tão séria! E eu cá para mim: “O quê?!” Maldito Saturno!)  J

Por vezes gostava de ser mais impulsiva e arriscar. Mas não. Tenho de pensar tudo bem pensado. Fazer tudo na perfeição. Para mim não chega o mais ou menos. Tenho de fazer melhor que bom...Ser perfeita. Mas será que alguém é perfeito?!
Resultado...hesito...receio errar... demoro a concretizar....se ponho mãos à obra, então tudo bem. Mas até lá...é o arrastar do tempo. É o tempo de Saturno!

Já pensei até: - E se eu o oferecesse para quem precise mais dele do que eu?

Mas pensando melhor...
Saturno é estrutura, é profundidade de pensamento.
Saturno é o esqueleto e sem ele fica-se uma massa informe. Sem ele o pensamento é superficial. A memória fica curta. Não há paciência. Em vez de maturidade, continua-se imaturo. Faz falta em acções estratégicas ou de ordem. Dá jeito na economia.

Saturno é o velho Sábio!

Há sempre as duas faces na mesma moeda.
E assim é com Saturno. Tudo depende da força que tem no mapa astral de cada um.
O meu não tem dignidades essenciais, nem debilidades. Está peregrino. Não é grande coisa, mas podia ser pior. Pelo menos, valha-me a boa disposição e “leveza” do regente do ascendente (Júpiter em Gémeos na casa III). (uso os regentes tradicionais dos signos).

Saturno é o que é velho. Em locais do mapa associados ao fim da vida, sempre pode ser uma bênção, porque poderá significar longevidade (não quer dizer que os outros não tenham uma vida longa...).
Está igualmente associado à terra, à agricultura, à jardinagem, às minas, às pedreiras, à construção, aos oleiros, à pastorícia, ao gado…
Profissões que requeiram algum isolamento, ou de alguma forma ligadas à velhice, ou à morte. A limpeza também é coisa de Saturno.
Planeta das cores escuras, enegrecidas, sem brilho. Do frio e da secura.

Saturno é o último planeta visível a olho nu, o mais distante e por isso mais lento, o que torna o seu efeito mais duradouro e prolongado.




O tempo de Saturno não perdoa…
Esta casa em ruínas tem nela memórias da minha primeira infância, dos meus pais ainda jovens, de mim, ainda menininha mas a querer fazer coisas de gente grande…De mim sentada num canto, lá dentro, a costurar uma meia quando ainda mal sabia falar. De mim, lá fora junto a uma daquelas paredes, a dormir em cima do capote de um mendigo. E da minha mãe surpresa e assustada uma e outra vez perante tais quadros…

Passei lá recentemente e das minhas memórias só restam estas ruínas. Da casa da minha avó uns metros mais à frente, só há a terra lavrada e vazia de casa e de horta. O ribeiro lá em baixo, continua a correr indiferente à passagem do tempo e às vidas que vêm e que vão.  

24 de maio de 2017

Astrologia tradicional


Para quem tem curiosidade sobre aquilo que eu faço e que “ramo” da astrologia sigo, deixo-vos um texto que escrevi há alguns anos e que continua bem actual:


- "Não poderei dizer que esta é melhor ou pior do que qualquer outra (aqui refiro-me à astrologia tradicional), mas é a que eu estudo e pratico. Depois de alguns anos meio perdida em busca de conhecimentos astrológicos, lendo tudo o que encontrava, sendo professora de mim mesma, encontrei o meu caminho… A ida às origens, o retrocesso como meio de conhecer o fundamental…A tradição astrológica!

Engane-se quem pensa que se trata de uma astrologia caduca, ultrapassada, quadrada, retrógrada, desajustada…Com o tempo, cada vez mais astrólogos a vêm resgatando e mostrando que é um caminho viável e muito rico. É um campo completo e repleto de surpresas para quem se dá ao trabalho de a conhecer melhor. Eu fiquei agradavelmente surpreendida e nada arrependida com a escolha.

Todo o conhecimento astrológico em geral, é um caminho sem volta (quem estuda ou trabalha com astrologia sabe o que quero dizer) e o meu caminho, trilhado com mais ou menos esforço, mais ou menos paciência, mas sempre de forma consciente é de um só sentido, sempre em frente. Sempre no sentido de ajudar quem me procura, com responsabilidade e conhecimento de facto… Tendo como base alicerces profundos e sólidos.

Sei que ainda terei muito caminho a percorrer, mas o que já deixei para trás é motivador… :)
Um dia chegarei lá…

Por agora serei só uma aprendiz … Uma eterna aprendiz da arte milenar da astrologia. Pelo meio vou fazendo de astróloga de vez em quando, vendo mapas, decifrando símbolos, atribuindo significados, fazendo previsões… (com um pouco de sorte, quem sabe acerte eheheh). Brincadeira ;)"



                                                               Imagens: The Telegraph; Astrologia para Todos

17 de maio de 2017

Em guerra aberta contra o açúcar!


Já não é de hoje esta minha antipatia pelo açúcar, mas é a primeira vez que lhe declaro guerra mesmo a sério. Foi perante um babá como o da foto, colherada a colherada, que instaurei um estado de sítio, por tempo indeterminado. Foi um momento tão intenso, que acabei por me esquecer de puxar da máquina fotográfica e fazer o registo do dito cujo, por isso aqui fica a foto de uns primos dele, que encontrei na net.

Não admira que atribuam as características do açúcar às pessoas carinhosas, aos beijos envolventes, em suma, a tudo o que seja amor. É que ele vem de mansinho, conquista-nos com a sua doçura e quando damos por nós estamos completamente envolvidos e derretidos por mais uma guloseima! Bem dizem os entendidos que o açúcar é viciante. E se é! Eu, uma “taurina” convicta, se não fosse gulosa estaria a contrariar a essência do meu signo.

Gosto de tudo o que é doce, comida, melodias, pessoas, e até as bebidas com álcool, as únicas que gosto, são aquelas bem docinhas.

Logo hoje em que tinha estado a ler uma entrevista de um médico português, Manuel Pinto Coelho, um homem que desafia o convencional, um visionário talvez, mas com ideias que nos fazem pensar, a minha filha apareceu aqui em casa com dois babás! Um para ela e outro para mim. Uma espécie de prémio contra todos os males do mundo. Um bolo pequeno, mas super doce. Saboroso na primeira metade e muiiiiiiiito enjoativo na restante, de tão doce que é. É o preferido das minhas filhas.

Diz o tal doutor que o problema da doença, da inflamação, é essencialmente do açúcar e que a indústria do referido produto sacode as culpas para cima das gorduras e do colesterol… Nada que eu não desconfiasse já! Pode ler-se a entrevista (aqui !), onde ele fala sobre alimentação entre outras coisas. Uma entrevista extensa mas que vale a pena ler.

Sempre que estou um tempo longe dos açúcares refinados e reduzo o consumo de pão branco, sinto-me mais leve, menos inchada e mais saudável, é um facto. 


                                                                        Créditos de Imagem: Fabrico Próprio

8 de maio de 2017

A flor de Lótus!




Certo dia, à sombra de umas frondosas árvores na margem de um belo mas solitário lago, juntaram-se os quatro elementos. Depois de muito conversarem sobre os seus feitos e de se mostrarem desiludidos com o ser Homem, resolveram criar algo que perpetuasse no tempo a felicidade do seu encontro e servisse de símbolo e exemplo para os humanos.

Por fim, os quatro irmãos tiveram a ideia de criar uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste dentro de água e as folhas e flores fora dela.

Da junção dos poderes da Terra, do Fogo, da Água e do Ar, nasceu a mais bela e pura de todas as flores.


A Flor de Lótus!!


Consultaram-se os astros para escolher o melhor dia para comemorar!
É sob a constelação de Taurus, símbolo do poder criador, que se comemora este feito!

O dia 8 de Maio tornou-se também o Dia da Paz!!


7 de maio de 2017

Os poderes da Arruda...


Hoje foi dia de ir à feira comprar mais umas plantas aromáticas para a hortinha. De caminho comprei uns pés de alface, que já têm o seu lugar cativo junto às couves e às abóboras. Aos poucos a horta compõe-se. Já o cantinho das aromáticas, a banheira antiga que podem ver aqui, está a ficar a abarrotar à medida que as mais antigas crescem e se esticam para todos os lados. Os dois pés de manjericão-limão e o pequeno poejo, também já lá estão e agora, encolhidos entre as restantes plantas aspiram pelo seu lugar ao sol.
Isto tudo para falar sobre a arruda, aquela plantinha mini que se vê ali sozinha na foto. Faz imenso tempo que queria ter um vaso com arruda e hoje, por sorte, encontrei esta pequenina à venda. Agora é esperar que pegue e se desenvolva.

Propriedades medicinais à parte, que lá as deve ter, queria-a pelo seu simbolismo esotérico. É conhecida por espantar as más energias e atrair a boa sorte. Pode usar-se no banho juntamente com uma mão cheia de sal, como descarrego, ou então tê-la simplesmente em vaso para proteger a casa e quem nela mora. Além disso, é um insecticida natural. Dizem que afasta os afídios (pulgões ou piolho) das outras plantas.  É o chamado 2 em 1.




 

6 de maio de 2017

Fazer diferente...


Ontem, literalmente, meti a família toda a andar!

Entre não fazer nada, mas mesmo nada e começar o meu novo ano pessoal de forma saudável, optei pela segunda hipótese. Como quem faz anos é que manda, eu escolhi que este ano não queria passar o dia em casa a “enfardar” e mais os dias seguintes, à conta das horas passadas na cozida de volta dos tachos e formas para ter uma mesa farta…

Inicialmente idealizei uma caminhada, só isso, sem comezainas. Depois, a pensar que o pessoal ia terminar cheio de fome (hora do jantar) e com vontade de se reunir no após, pensei também num lanche, coisa pouca, mas sem bolos e bolinhos e nem o tradicional bolo de aniversário. (nisso fui traída, mas vão ter de continuar a ler se quiserem mesmo ficar a saber…)

Uma vez que uma das minha resoluções de ano novo (que podem ver aqui), foi precisamente de passar a ter hábitos mais saudáveis, tanto a nível de exercício, como alimentares, nada melhor que o aniversário para pôr em prática. E assim foi.

Fiz um itinerário de 6km e tal, mas no momento H o grupo virou para o lado oposto e reduzimo-lo a 4,5 km. Mas isso não importa. Se fomos quase a passo de caracol, também não importa. Se iniciamos a marcha já meia hora depois da hora combinada, também não importa. O que conta mesmo, foi o espírito de grupo, a animação e acima de tudo, o estarmos ali todos juntos! O carinho. Somos uma família unida. E é nestas pequenas coisas que está o segredo da felicidade! Os restantes elementos da família que não puderam estar, ou por motivos profissionais, ou outro qualquer, ou porque estão fora do país, estiveram connosco em pensamento. 


Regresso a casa e um lanchinho ajantarado. Sem adição de açúcares, pelo menos isso! Ou achava eu!

Fui encontrar no meio da mesa que deixei já pronta antes de sair, um bolo de aniversário. Um bolo verde! A minha filha, a dos bolos, não ia conseguir não me fazer um. Para contornar a minha exigência de um aniversário saudável, teve a ideia de fazer um bolo de espinafres. Sou uma mãe muito sortuda com as filhas que me escolheram para fazer parte da vida delas, nesta nossa caminhada aqui pela terra…

E o bolo foi-se todo. Bom, bonito e sem corantes artificiais. (Tinha açúcar, mas eu fechei os olhos a isso…) ;) 


No menu constava: sopa de feijão-verde, muita fruta, água com sabores feita em casa, sangria (feita em casa), salada de polvo, salada de tomate, queijos, pão com sementes e nada de refrigerantes. Imagino que devam estar a pensar: “ saudável, saudável, mas tinha lá fritos!”. Pois tinha! Mas se tudo fosse perfeito a vida não tinha tanta piada! ;)

4 de maio de 2017

Às vésperas de ficar 1 ano mais velha...


Há dois anos despedia-me eu dos 40entas e preparava-me para entrar no que as minhas filhas intitularam de “as 50 sombras da Rosa”. Foi esse o tema do dia e de um aniversário que fica para a história de quem comigo privou nesses dias, à conta de tantas surpresas que se viveu (ou vivi!). Pode ler-se e ver-se a fotos aqui

Nunca fui de festejar o meu aniversário, não que tenha alguma coisa contra, mas simplesmente porque nunca fui habituada a tal. Assim como também não acho piada fazer sempre igual, ano após ano. Por vezes, não fazer nada, mas mesmo nada, é até a melhor forma de comemorar mais um ano que ganho. Já me fizeram algumas surpresas que guardo com carinho na memória. Já vivi uma situação que me marcou imenso e que se pode ler aqui.

Este ano quis fazer diferente, iniciar o meu novo ano, o meu retorno solar, de forma saudável…

…mas esse capitulo só o escreverei amanhã. No livro da minha vida e no blog! ;)

1 de maio de 2017

Castelo de Almourol e as águas do Tejo...





Ontem fez-se a festa a meio do rio Tejo, com direito a bolo de aniversário e visita ao castelo de Almourol. Éramos doze no barco, incluindo o barqueiro. No momento de cantar os parabéns, tínhamos água a toda a volta e a ilha com o castelo lá ao fundo. Cenário magnífico. Sensação indescritível. O dia amanheceu sombrio e chuvoso, mas S. Pedro presenteou-nos com um bonito final de tarde de sol, mesmo a tempo de fazermos o nosso passeio. A aniversariante foi apanhada de surpresa, não sabia ao que ia, onde ia e quem a esperava no ponto de chegada. Valeu a pena todos os telefonemas que fui fazendo ao longo da semana e as pesquisas na net sobre o local e formas de o visitar. Estivemos todos unidos com uma intenção única. Proporcionar um aniversário inesquecível. Foi conseguido! 
Às vezes não é preciso muito para fazermos a felicidade de alguém e para sermos felizes, por extensão.


O Castelo de Almourol está situado numa pequena ilha a meio do Rio Tejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha e distrito de Santarém. Dá para chegar ao castelo em barcos que se encontram perto deste (a distância à margem não é muita), ou então aproveitando para fazer um passeio um pouco mais longo, indo do cais do Arrepiado (foi o nosso caso), ou então do outro lado do rio, no cais de Tancos.


Conta a tradição popular que no castelo viveu uma princesa que se apaixonou por um prisioneiro mouro, isto no tempo dos combates entre cristãos e muçulmanos e a reconquista do território português. Tendo a princesa conhecimento que o pai a queria casar com um cavaleiro contra a sua vontade, fugiu com o seu amado e desapareceram para sempre. Conta a lenda, que nas noites de S. João há quem já tenha visto o casal abraçado, no alto da torre mais alta. 


O bolo com creme de queijo e muito saboroso, foi feito pela minha filha mais velha e cortado durante a viagem de volta.






Fiquei com vontade de repetir este passeio, mas com mais tempo para explorar melhor a ilha e absorver as energias do local.