17 de maio de 2017

Em guerra aberta contra o açúcar!


Já não é de hoje esta minha antipatia pelo açúcar, mas é a primeira vez que lhe declaro guerra mesmo a sério. Foi perante um babá como o da foto, colherada a colherada, que instaurei um estado de sítio, por tempo indeterminado. Foi um momento tão intenso, que acabei por me esquecer de puxar da máquina fotográfica e fazer o registo do dito cujo, por isso aqui fica a foto de uns primos dele, que encontrei na net.

Não admira que atribuam as características do açúcar às pessoas carinhosas, aos beijos envolventes, em suma, a tudo o que seja amor. É que ele vem de mansinho, conquista-nos com a sua doçura e quando damos por nós estamos completamente envolvidos e derretidos por mais uma guloseima! Bem dizem os entendidos que o açúcar é viciante. E se é! Eu, uma “taurina” convicta, se não fosse gulosa estaria a contrariar a essência do meu signo.

Gosto de tudo o que é doce, comida, melodias, pessoas, e até as bebidas com álcool, as únicas que gosto, são aquelas bem docinhas.

Logo hoje em que tinha estado a ler uma entrevista de um médico português, Manuel Pinto Coelho, um homem que desafia o convencional, um visionário talvez, mas com ideias que nos fazem pensar, a minha filha apareceu aqui em casa com dois babás! Um para ela e outro para mim. Uma espécie de prémio contra todos os males do mundo. Um bolo pequeno, mas super doce. Saboroso na primeira metade e muiiiiiiiito enjoativo na restante, de tão doce que é. É o preferido das minhas filhas.

Diz o tal doutor que o problema da doença, da inflamação, é essencialmente do açúcar e que a indústria do referido produto sacode as culpas para cima das gorduras e do colesterol… Nada que eu não desconfiasse já! Pode ler-se a entrevista (aqui !), onde ele fala sobre alimentação entre outras coisas. Uma entrevista extensa mas que vale a pena ler.

Sempre que estou um tempo longe dos açúcares refinados e reduzo o consumo de pão branco, sinto-me mais leve, menos inchada e mais saudável, é um facto. 


                                                                        Créditos de Imagem: Fabrico Próprio

8 de maio de 2017

A flor de Lótus!




Certo dia, à sombra de umas frondosas árvores na margem de um belo mas solitário lago, juntaram-se os quatro elementos. Depois de muito conversarem sobre os seus feitos e de se mostrarem desiludidos com o ser Homem, resolveram criar algo que perpetuasse no tempo a felicidade do seu encontro e servisse de símbolo e exemplo para os humanos.

Por fim, os quatro irmãos tiveram a ideia de criar uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste dentro de água e as folhas e flores fora dela.

Da junção dos poderes da Terra, do Fogo, da Água e do Ar, nasceu a mais bela e pura de todas as flores.


A Flor de Lótus!!


Consultaram-se os astros para escolher o melhor dia para comemorar!
É sob a constelação de Taurus, símbolo do poder criador, que se comemora este feito!

O dia 8 de Maio tornou-se também o Dia da Paz!!


7 de maio de 2017

Os poderes da Arruda...


Hoje foi dia de ir à feira comprar mais umas plantas aromáticas para a hortinha. De caminho comprei uns pés de alface, que já têm o seu lugar cativo junto às couves e às abóboras. Aos poucos a horta compõe-se. Já o cantinho das aromáticas, a banheira antiga que podem ver aqui, está a ficar a abarrotar à medida que as mais antigas crescem e se esticam para todos os lados. Os dois pés de manjericão-limão e o pequeno poejo, também já lá estão e agora, encolhidos entre as restantes plantas aspiram pelo seu lugar ao sol.
Isto tudo para falar sobre a arruda, aquela plantinha mini que se vê ali sozinha na foto. Faz imenso tempo que queria ter um vaso com arruda e hoje, por sorte, encontrei esta pequenina à venda. Agora é esperar que pegue e se desenvolva.

Propriedades medicinais à parte, que lá as deve ter, queria-a pelo seu simbolismo esotérico. É conhecida por espantar as más energias e atrair a boa sorte. Pode usar-se no banho juntamente com uma mão cheia de sal, como descarrego, ou então tê-la simplesmente em vaso para proteger a casa e quem nela mora. Além disso, é um insecticida natural. Dizem que afasta os afídios (pulgões ou piolho) das outras plantas.  É o chamado 2 em 1.




 

6 de maio de 2017

Fazer diferente...


Ontem, literalmente, meti a família toda a andar!

Entre não fazer nada, mas mesmo nada e começar o meu novo ano pessoal de forma saudável, optei pela segunda hipótese. Como quem faz anos é que manda, eu escolhi que este ano não queria passar o dia em casa a “enfardar” e mais os dias seguintes, à conta das horas passadas na cozida de volta dos tachos e formas para ter uma mesa farta…

Inicialmente idealizei uma caminhada, só isso, sem comezainas. Depois, a pensar que o pessoal ia terminar cheio de fome (hora do jantar) e com vontade de se reunir no após, pensei também num lanche, coisa pouca, mas sem bolos e bolinhos e nem o tradicional bolo de aniversário. (nisso fui traída, mas vão ter de continuar a ler se quiserem mesmo ficar a saber…)

Uma vez que uma das minha resoluções de ano novo (que podem ver aqui), foi precisamente de passar a ter hábitos mais saudáveis, tanto a nível de exercício, como alimentares, nada melhor que o aniversário para pôr em prática. E assim foi.

Fiz um itinerário de 6km e tal, mas no momento H o grupo virou para o lado oposto e reduzimo-lo a 4,5 km. Mas isso não importa. Se fomos quase a passo de caracol, também não importa. Se iniciamos a marcha já meia hora depois da hora combinada, também não importa. O que conta mesmo, foi o espírito de grupo, a animação e acima de tudo, o estarmos ali todos juntos! O carinho. Somos uma família unida. E é nestas pequenas coisas que está o segredo da felicidade! Os restantes elementos da família que não puderam estar, ou por motivos profissionais, ou outro qualquer, ou porque estão fora do país, estiveram connosco em pensamento. 


Regresso a casa e um lanchinho ajantarado. Sem adição de açúcares, pelo menos isso! Ou achava eu!

Fui encontrar no meio da mesa que deixei já pronta antes de sair, um bolo de aniversário. Um bolo verde! A minha filha, a dos bolos, não ia conseguir não me fazer um. Para contornar a minha exigência de um aniversário saudável, teve a ideia de fazer um bolo de espinafres. Sou uma mãe muito sortuda com as filhas que me escolheram para fazer parte da vida delas, nesta nossa caminhada aqui pela terra…

E o bolo foi-se todo. Bom, bonito e sem corantes artificiais. (Tinha açúcar, mas eu fechei os olhos a isso…) ;) 


No menu constava: sopa de feijão-verde, muita fruta, água com sabores feita em casa, sangria (feita em casa), salada de polvo, salada de tomate, queijos, pão com sementes e nada de refrigerantes. Imagino que devam estar a pensar: “ saudável, saudável, mas tinha lá fritos!”. Pois tinha! Mas se tudo fosse perfeito a vida não tinha tanta piada! ;)

4 de maio de 2017

Às vésperas de ficar 1 ano mais velha...


Há dois anos despedia-me eu dos 40entas e preparava-me para entrar no que as minhas filhas intitularam de “as 50 sombras da Rosa”. Foi esse o tema do dia e de um aniversário que fica para a história de quem comigo privou nesses dias, à conta de tantas surpresas que se viveu (ou vivi!). Pode ler-se e ver-se a fotos aqui

Nunca fui de festejar o meu aniversário, não que tenha alguma coisa contra, mas simplesmente porque nunca fui habituada a tal. Assim como também não acho piada fazer sempre igual, ano após ano. Por vezes, não fazer nada, mas mesmo nada, é até a melhor forma de comemorar mais um ano que ganho. Já me fizeram algumas surpresas que guardo com carinho na memória. Já vivi uma situação que me marcou imenso e que se pode ler aqui.

Este ano quis fazer diferente, iniciar o meu novo ano, o meu retorno solar, de forma saudável…

…mas esse capitulo só o escreverei amanhã. No livro da minha vida e no blog! ;)

1 de maio de 2017

Castelo de Almourol e as águas do Tejo...





Ontem fez-se a festa a meio do rio Tejo, com direito a bolo de aniversário e visita ao castelo de Almourol. Éramos doze no barco, incluindo o barqueiro. No momento de cantar os parabéns, tínhamos água a toda a volta e a ilha com o castelo lá ao fundo. Cenário magnífico. Sensação indescritível. O dia amanheceu sombrio e chuvoso, mas S. Pedro presenteou-nos com um bonito final de tarde de sol, mesmo a tempo de fazermos o nosso passeio. A aniversariante foi apanhada de surpresa, não sabia ao que ia, onde ia e quem a esperava no ponto de chegada. Valeu a pena todos os telefonemas que fui fazendo ao longo da semana e as pesquisas na net sobre o local e formas de o visitar. Estivemos todos unidos com uma intenção única. Proporcionar um aniversário inesquecível. Foi conseguido! 
Às vezes não é preciso muito para fazermos a felicidade de alguém e para sermos felizes, por extensão.


O Castelo de Almourol está situado numa pequena ilha a meio do Rio Tejo, no concelho de Vila Nova da Barquinha e distrito de Santarém. Dá para chegar ao castelo em barcos que se encontram perto deste (a distância à margem não é muita), ou então aproveitando para fazer um passeio um pouco mais longo, indo do cais do Arrepiado (foi o nosso caso), ou então do outro lado do rio, no cais de Tancos.


Conta a tradição popular que no castelo viveu uma princesa que se apaixonou por um prisioneiro mouro, isto no tempo dos combates entre cristãos e muçulmanos e a reconquista do território português. Tendo a princesa conhecimento que o pai a queria casar com um cavaleiro contra a sua vontade, fugiu com o seu amado e desapareceram para sempre. Conta a lenda, que nas noites de S. João há quem já tenha visto o casal abraçado, no alto da torre mais alta. 


O bolo com creme de queijo e muito saboroso, foi feito pela minha filha mais velha e cortado durante a viagem de volta.






Fiquei com vontade de repetir este passeio, mas com mais tempo para explorar melhor a ilha e absorver as energias do local. 

27 de abril de 2017

Ainda no reino das cidades encantadas...





Desta vez foi Glastonbury a cidade escolhida para as nossas aventuras e descobertas, mas às três mosqueteiras juntaram-se também o jovem d'Artagnan e Milady. Aqui o passeio foi mais ao estilo inglês, com aguaceiros e a fugir da chuva por falta de guarda-chuvas. Partimos cedo de Bristol, de autocarro, e pelo caminho (mais uma vez) fiquei encantada com o verde tão verde dos campos. As árvores a lembrar cenários de mistério, as encantadoras casas com paredes de tijolo e toda uma atmosfera que me faz sempre sentir como personagem de um conto de fadas, ou uma deusa das lendas arturianas. Talvez a fada Morgana, deusa Tríplice ou feiticeira benigna ou então a Dama do Lago, sacerdotisa na ilha de Avalon. 

Glastonbury é uma pequena cidade a 50 km para sul de Bristol e muito conhecida pelas suas lendas e mitos e um festival de música que se realiza anualmente ali perto. Tem um ambiente muito esotérico. As ruas, as lojas, tudo apela ao nosso sexto sentido e ao mesmo tempo, é muito Zen. Senti-me muito bem. Lá senti-me em casa. Do nosso grupo ainda houve quem saísse de lá de cabeça cheia com as “visões” de uma médium…Para quem pretender esse tipo de consultas ou comprar material esotérico, ali é o local certo.

Esqueci-me foi de fotografar as enormes batatas recheadas que nos aqueceram o estômago na hora do almoço. 😃


Enquanto eu e a minha filha passávamos a pente fino todos os berloques, bugigangas e pedrinhas coloridas no interior de uma das lojas, nas traseiras o meu sobrinho deliciava-se com o espaço destinado aos mais pequenos.