11 de julho de 2017

Reciclar gangas...


Reciclar, aproveitar e reutilizar são palavras que fazem parte do meu dicionário e da minha vida. Tenho mesmo alguma dificuldade em deitar fora roupas que já não usamos. Algumas em melhor estado vão para os contentores que se encontram na via pública, para que alguém lhes dê uso, ou então vão directamente para um gabinete de apoio social, onde é aceite e depois distribuída por quem dela necessita e recorre ao dito apoio. Outras são guardadas e modificadas por mim.


Já há algum tempo que andava para vos trazer algumas ideias do que se pode fazer com calças velhas de ganga… 


Uns pneus usados e uma almofada e dá um belo puff!
 Estes foram para a tertúlia. 


Estes foram do nosso carro. Os tecidos, retalhos de calças de ganga que há muito deixaram de servir e ficaram guardadas à espera de uma bela ideia…

Depois dos rectângulos todos cosidos uns aos outros, para cada almofada cortei um círculo e duas metades de círculo. Nestas metades deixei uma margem maior para pregar um fecho a meio. É o lado que vai ficar para baixo. O passo seguinte é coser o fecho (ou zíper) e depois juntar ambas as partes de modo a ter uma almofada completa. Enche-se directamente ou então faz-se uma segunda almofada noutro tecido, mas que não precisa de abertura a meio e esta sim leva o enchimento. Assim, quando for para lavar, basta retirar a almofada exterior. 







O coração já era um remendo numas calças minhas, depois de sofrerem um rasgão. Personalizadas, viveram felizes mais uns tempos no meu guarda-roupa e puderam sair à rua todas airosas!

O que fazer a estas pernas, que um dia já foram calças e passaram a calções?


Com elas fiz um rolo, uma espécie de saco estreito aberto só numa das pontas e cheio de areia deu para isolar melhor a casa do frio exterior, no inverno. 


Com mais umas sobras, fiz também para a porta que separa o sótão do resto da casa. 




Como ainda sobrou um monte de pedaços de ganga, surgiu-me a ideia de fazer um toldo para o velho baloiço de jardim. 














Que com uma pintura nova ficou logo com outra cara! (usei a tinta que sobrou da hortinha das ervas aromáticas, aqui)
O assento, tínhamo-lo feito uns anos antes (eu e o marido), com cordel de nylon, porque as almofadas originais já eram e foi preciso substituí-las. Assim, não há chuva ou sol que o corrompa.  










As flores já foram de outro jardim, umas calças à boca-de-sino, moda que reapareceu no virar do século.
E aqui tudo se aproveita, tudo se valoriza.









A minha máquina velhinha, muitos pontos sem nó já ela deu. Muitos quilómetros de linha gasta. Muitas horas a dar ao pedal. A minha velha companheira, que com mais correia partida, ou mais ponto corrido, lá vai acompanhando o meu ritmo.

E dela surgiram umas tiras cortadas às ondas para completar a capota. Fiz-lhe uma orla com tecido xadrez que também já cá andava há uns tempos. Na tira da frente, fiz face dupla com esse mesmo tecido no lado interno, visível para quem se senta a descansar e a apreciar os encantos daquele recanto.  



Da oficina da maga,
           Com 1 xi-💙

3 de julho de 2017

Cuidar e proteger...



O que fazer quando um casal de melros insiste em criar no nosso quintal e existem cães e gatos?

Este ano, tem sido um ano muito fértil para os nossos queridos visitantes, mas também tempo de azar. Já é a terceira vez que o ninho se enche (sempre aos pares), mas infelizmente, dos seis só resta um filhote. Os pais andam por aqui com enorme à vontade, mas o problema mesmo, é quando os pequenitos caiem do ninho e ainda não voam. A nossa Lana, exímia caçadora para tristeza nossa, quando apanhou o primeiro, há uns meses, matou-o sem dó nem piedade e fugiu com ele. Bem que tentei tirar-lho mas quando o consegui, já não havia nada a fazer. Ralhei. Provavelmente terá percebido, porque a partir dali, passou a deixá-los à porta como se de um presente se tratasse. Não consegui ir a tempo de os salvar. Ontem à noite ouvi piar, barulho…Corri para a porta e lá estava a Lana, sentada nas patas traseira, muito direita e quieta, que nem sentinela e a pouca distância, a centímetros de mim, um passarito cheio de vida. Veio oferecer-mo, vivo e sem qualquer ferimento. Fiquei felicíssima! E penso que a Lana também.

O que fazer? Não podia voltar a colocá-lo no ninho. E nem tinha com que o alimentar. Deixei-o ficar comigo até o marido chegar… Duas cabeças pensam melhor que uma e da dele saiu uma ideia brilhante. E desde ontem que lá está, dentro de uma pequena gaiola, presa aos ramos da árvore e a ser alimentado pelos papás melros. Mais uns dias e já pode ir à sua vida.

Há dias de sorte!

Ps. amiguit@s, vejam o vídeo que publiquei lá em cima e vão perceber melhor o texto. Os papás melros continuam a alimentar o filhote, mas através das grades da gaiola pendurada nos ramos do araçaeiro. Foi essa a solução encontrada. E como bónus ainda ficam a conhecer a malandreca da Lana refastelada nos degraus. ;)



24 de junho de 2017

Alma hippie...


Aqueles 6 ou 7 meses a viver numa roullote num parque de campismo, foram dos mais felizes da minha vida e hoje ao recordar com o marido, acontecimentos e pessoas dessa época, ocorreu-me que é por isso que me apetece tanto ser nómada…

Tínhamos ambos 21 anos, o “sangue na guelra” como dizia o meu saudoso pai e um mundo inteiro para conquistar. Ele vindo das ilhas, mas já com um rol imenso de histórias vividas. Eu, criada na província com toda a liberdade própria desses locais e a cabeça cheia de sonhos. Apaixonados. Ele, mesmo sem canudos, a subir a pulso num organismo público (onde ainda se encontra passados 30 anos). Eu a conquistar também o meu espaço no mercado de trabalho. Ele, à época, guarda do referido parque. Eu, um pouco mais longe a fazer o curso para guardas da psp. Sem medos e com toda a naturalidade típica da nossa geração, arriscámos num crédito para comprar aquela que iria ser a nossa morada nos meses seguintes. Na bagagem levámos pouca coisa. Também não tínhamos muito. Tínhamo-nos um ao outro e era quanto bastava.

Do parque de campismo fizemos a nossa casa e no nosso pequeno mundo couberam todos aqueles que por ali passaram e deixaram marcas na nossa memória e no nosso coração. Uns só de passagem, outros por uma temporada quase tão longa quanto a nossa. Partilharam-se refeições, histórias, momentos em frente à nossa pequena tv a preto e branco. Música. Acordes de viola. Lições de música. Ainda há quem se lembre das nossas lutas corpo-a-corpo. Ele o judoca que era e eu a aplicar o que aprendia com ele e nas aulas do curso.

Foi ali, na roullote, que ele soube que ia ser pai. E foi tempo de começar a procurar uma casa a sério…

Devem ser estes peixinhos que tenho no ascendente que me dão este meu lado hippie e alma de cigana. E esta vontade de pegar no marido e pormo-nos ao caminho…

Um dia ainda vou. Ai se vou!
Mas desta vez quero uma autocaravana! O que achas marido? ;)


                                                                                         Foto : Pinterest

17 de junho de 2017

A beleza na decoração para casamentos...


Para quem segue o meu blogue, já deve ter percebido como gosto de decoração, em especial quando se utilizam elementos vintage. Eu mesma tenho como hobbies, recuperar peças de mobiliário e objectos antigos.  

Hoje, nada mais apropriado para uma Vénus no signo de Touro, do que apresentar-vos algumas fotografias de decoração para festas de casamento e mais ainda, quando o tema do dia no local onde me encontro é precisamente o campestre.



E agora o AMOR em tons mais sensuais!...


Sempre com apontamentos rústicos a marcarem presença, elementos com alma, histórias para contar… 






Haja alegria para viver estes momentos, únicos na vida de quem acaba de dizer o SIM e trocar votos de amor e fidelidade, até que Deus e os homens queiram…



Decoração: salão de casamentos "Quinta das Acácias" em Rio Maior
(para quem não conhece, é um local muito agradável, com serviço de qualidade e espaço verde envolvente, tornando-o assim um local de eleição para eventos)

                                

2 de junho de 2017

Saturno


E eu a dar-lhe com o nosso amigo Chaturno!

Pudera! É a pedra no meu sapato... Nasci com ele mesmo juntinho ao ascendente. Penso que me torna um pouco mais sisuda (às vezes toda eu me sinto sorrisos e vêm-me com esta: - Estás tão séria! E eu cá para mim: “O quê?!” Maldito Saturno!)  J

Por vezes gostava de ser mais impulsiva e arriscar. Mas não. Tenho de pensar tudo bem pensado. Fazer tudo na perfeição. Para mim não chega o mais ou menos. Tenho de fazer melhor que bom...Ser perfeita. Mas será que alguém é perfeito?!
Resultado...hesito...receio errar... demoro a concretizar....se ponho mãos à obra, então tudo bem. Mas até lá...é o arrastar do tempo. É o tempo de Saturno!

Já pensei até: - E se eu o oferecesse para quem precise mais dele do que eu?

Mas pensando melhor...
Saturno é estrutura, é profundidade de pensamento.
Saturno é o esqueleto e sem ele fica-se uma massa informe. Sem ele o pensamento é superficial. A memória fica curta. Não há paciência. Em vez de maturidade, continua-se imaturo. Faz falta em acções estratégicas ou de ordem. Dá jeito na economia.

Saturno é o velho Sábio!

Há sempre as duas faces na mesma moeda.
E assim é com Saturno. Tudo depende da força que tem no mapa astral de cada um.
O meu não tem dignidades essenciais, nem debilidades. Está peregrino. Não é grande coisa, mas podia ser pior. Pelo menos, valha-me a boa disposição e “leveza” do regente do ascendente (Júpiter em Gémeos na casa III). (uso os regentes tradicionais dos signos).

Saturno é o que é velho. Em locais do mapa associados ao fim da vida, sempre pode ser uma bênção, porque poderá significar longevidade (não quer dizer que os outros não tenham uma vida longa...).
Está igualmente associado à terra, à agricultura, à jardinagem, às minas, às pedreiras, à construção, aos oleiros, à pastorícia, ao gado…
Profissões que requeiram algum isolamento, ou de alguma forma ligadas à velhice, ou à morte. A limpeza também é coisa de Saturno.
Planeta das cores escuras, enegrecidas, sem brilho. Do frio e da secura.

Saturno é o último planeta visível a olho nu, o mais distante e por isso mais lento, o que torna o seu efeito mais duradouro e prolongado.




O tempo de Saturno não perdoa…
Esta casa em ruínas tem nela memórias da minha primeira infância, dos meus pais ainda jovens, de mim, ainda menininha mas a querer fazer coisas de gente grande…De mim sentada num canto, lá dentro, a costurar uma meia quando ainda mal sabia falar. De mim, lá fora junto a uma daquelas paredes, a dormir em cima do capote de um mendigo. E da minha mãe surpresa e assustada uma e outra vez perante tais quadros…

Passei lá recentemente e das minhas memórias só restam estas ruínas. Da casa da minha avó uns metros mais à frente, só há a terra lavrada e vazia de casa e de horta. O ribeiro lá em baixo, continua a correr indiferente à passagem do tempo e às vidas que vêm e que vão.  

24 de maio de 2017

Astrologia tradicional


Para quem tem curiosidade sobre aquilo que eu faço e que “ramo” da astrologia sigo, deixo-vos um texto que escrevi há alguns anos e que continua bem actual:


- "Não poderei dizer que esta é melhor ou pior do que qualquer outra (aqui refiro-me à astrologia tradicional), mas é a que eu estudo e pratico. Depois de alguns anos meio perdida em busca de conhecimentos astrológicos, lendo tudo o que encontrava, sendo professora de mim mesma, encontrei o meu caminho… A ida às origens, o retrocesso como meio de conhecer o fundamental…A tradição astrológica!

Engane-se quem pensa que se trata de uma astrologia caduca, ultrapassada, quadrada, retrógrada, desajustada…Com o tempo, cada vez mais astrólogos a vêm resgatando e mostrando que é um caminho viável e muito rico. É um campo completo e repleto de surpresas para quem se dá ao trabalho de a conhecer melhor. Eu fiquei agradavelmente surpreendida e nada arrependida com a escolha.

Todo o conhecimento astrológico em geral, é um caminho sem volta (quem estuda ou trabalha com astrologia sabe o que quero dizer) e o meu caminho, trilhado com mais ou menos esforço, mais ou menos paciência, mas sempre de forma consciente é de um só sentido, sempre em frente. Sempre no sentido de ajudar quem me procura, com responsabilidade e conhecimento de facto… Tendo como base alicerces profundos e sólidos.

Sei que ainda terei muito caminho a percorrer, mas o que já deixei para trás é motivador… :)
Um dia chegarei lá…

Por agora serei só uma aprendiz … Uma eterna aprendiz da arte milenar da astrologia. Pelo meio vou fazendo de astróloga de vez em quando, vendo mapas, decifrando símbolos, atribuindo significados, fazendo previsões… (com um pouco de sorte, quem sabe acerte eheheh). Brincadeira ;)"



                                                               Imagens: The Telegraph; Astrologia para Todos

17 de maio de 2017

Em guerra aberta contra o açúcar!


Já não é de hoje esta minha antipatia pelo açúcar, mas é a primeira vez que lhe declaro guerra mesmo a sério. Foi perante um babá como o da foto, colherada a colherada, que instaurei um estado de sítio, por tempo indeterminado. Foi um momento tão intenso, que acabei por me esquecer de puxar da máquina fotográfica e fazer o registo do dito cujo, por isso aqui fica a foto de uns primos dele, que encontrei na net.

Não admira que atribuam as características do açúcar às pessoas carinhosas, aos beijos envolventes, em suma, a tudo o que seja amor. É que ele vem de mansinho, conquista-nos com a sua doçura e quando damos por nós estamos completamente envolvidos e derretidos por mais uma guloseima! Bem dizem os entendidos que o açúcar é viciante. E se é! Eu, uma “taurina” convicta, se não fosse gulosa estaria a contrariar a essência do meu signo.

Gosto de tudo o que é doce, comida, melodias, pessoas, e até as bebidas com álcool, as únicas que gosto, são aquelas bem docinhas.

Logo hoje em que tinha estado a ler uma entrevista de um médico português, Manuel Pinto Coelho, um homem que desafia o convencional, um visionário talvez, mas com ideias que nos fazem pensar, a minha filha apareceu aqui em casa com dois babás! Um para ela e outro para mim. Uma espécie de prémio contra todos os males do mundo. Um bolo pequeno, mas super doce. Saboroso na primeira metade e muiiiiiiiito enjoativo na restante, de tão doce que é. É o preferido das minhas filhas.

Diz o tal doutor que o problema da doença, da inflamação, é essencialmente do açúcar e que a indústria do referido produto sacode as culpas para cima das gorduras e do colesterol… Nada que eu não desconfiasse já! Pode ler-se a entrevista (aqui !), onde ele fala sobre alimentação entre outras coisas. Uma entrevista extensa mas que vale a pena ler.

Sempre que estou um tempo longe dos açúcares refinados e reduzo o consumo de pão branco, sinto-me mais leve, menos inchada e mais saudável, é um facto. 


                                                                        Créditos de Imagem: Fabrico Próprio

8 de maio de 2017

A flor de Lótus!




Certo dia, à sombra de umas frondosas árvores na margem de um belo mas solitário lago, juntaram-se os quatro elementos. Depois de muito conversarem sobre os seus feitos e de se mostrarem desiludidos com o ser Homem, resolveram criar algo que perpetuasse no tempo a felicidade do seu encontro e servisse de símbolo e exemplo para os humanos.

Por fim, os quatro irmãos tiveram a ideia de criar uma planta cujas raízes estivessem no fundo do lago, a haste dentro de água e as folhas e flores fora dela.

Da junção dos poderes da Terra, do Fogo, da Água e do Ar, nasceu a mais bela e pura de todas as flores.


A Flor de Lótus!!


Consultaram-se os astros para escolher o melhor dia para comemorar!
É sob a constelação de Taurus, símbolo do poder criador, que se comemora este feito!

O dia 8 de Maio tornou-se também o Dia da Paz!!


7 de maio de 2017

Os poderes da Arruda...


Hoje foi dia de ir à feira comprar mais umas plantas aromáticas para a hortinha. De caminho comprei uns pés de alface, que já têm o seu lugar cativo junto às couves e às abóboras. Aos poucos a horta compõe-se. Já o cantinho das aromáticas, a banheira antiga que podem ver aqui, está a ficar a abarrotar à medida que as mais antigas crescem e se esticam para todos os lados. Os dois pés de manjericão-limão e o pequeno poejo, também já lá estão e agora, encolhidos entre as restantes plantas aspiram pelo seu lugar ao sol.
Isto tudo para falar sobre a arruda, aquela plantinha mini que se vê ali sozinha na foto. Faz imenso tempo que queria ter um vaso com arruda e hoje, por sorte, encontrei esta pequenina à venda. Agora é esperar que pegue e se desenvolva.

Propriedades medicinais à parte, que lá as deve ter, queria-a pelo seu simbolismo esotérico. É conhecida por espantar as más energias e atrair a boa sorte. Pode usar-se no banho juntamente com uma mão cheia de sal, como descarrego, ou então tê-la simplesmente em vaso para proteger a casa e quem nela mora. Além disso, é um insecticida natural. Dizem que afasta os afídios (pulgões ou piolho) das outras plantas.  É o chamado 2 em 1.




 

6 de maio de 2017

Fazer diferente...


Ontem, literalmente, meti a família toda a andar!

Entre não fazer nada, mas mesmo nada e começar o meu novo ano pessoal de forma saudável, optei pela segunda hipótese. Como quem faz anos é que manda, eu escolhi que este ano não queria passar o dia em casa a “enfardar” e mais os dias seguintes, à conta das horas passadas na cozida de volta dos tachos e formas para ter uma mesa farta…

Inicialmente idealizei uma caminhada, só isso, sem comezainas. Depois, a pensar que o pessoal ia terminar cheio de fome (hora do jantar) e com vontade de se reunir no após, pensei também num lanche, coisa pouca, mas sem bolos e bolinhos e nem o tradicional bolo de aniversário. (nisso fui traída, mas vão ter de continuar a ler se quiserem mesmo ficar a saber…)

Uma vez que uma das minha resoluções de ano novo (que podem ver aqui), foi precisamente de passar a ter hábitos mais saudáveis, tanto a nível de exercício, como alimentares, nada melhor que o aniversário para pôr em prática. E assim foi.

Fiz um itinerário de 6km e tal, mas no momento H o grupo virou para o lado oposto e reduzimo-lo a 4,5 km. Mas isso não importa. Se fomos quase a passo de caracol, também não importa. Se iniciamos a marcha já meia hora depois da hora combinada, também não importa. O que conta mesmo, foi o espírito de grupo, a animação e acima de tudo, o estarmos ali todos juntos! O carinho. Somos uma família unida. E é nestas pequenas coisas que está o segredo da felicidade! Os restantes elementos da família que não puderam estar, ou por motivos profissionais, ou outro qualquer, ou porque estão fora do país, estiveram connosco em pensamento. 


Regresso a casa e um lanchinho ajantarado. Sem adição de açúcares, pelo menos isso! Ou achava eu!

Fui encontrar no meio da mesa que deixei já pronta antes de sair, um bolo de aniversário. Um bolo verde! A minha filha, a dos bolos, não ia conseguir não me fazer um. Para contornar a minha exigência de um aniversário saudável, teve a ideia de fazer um bolo de espinafres. Sou uma mãe muito sortuda com as filhas que me escolheram para fazer parte da vida delas, nesta nossa caminhada aqui pela terra…

E o bolo foi-se todo. Bom, bonito e sem corantes artificiais. (Tinha açúcar, mas eu fechei os olhos a isso…) ;) 


No menu constava: sopa de feijão-verde, muita fruta, água com sabores feita em casa, sangria (feita em casa), salada de polvo, salada de tomate, queijos, pão com sementes e nada de refrigerantes. Imagino que devam estar a pensar: “ saudável, saudável, mas tinha lá fritos!”. Pois tinha! Mas se tudo fosse perfeito a vida não tinha tanta piada! ;)